A versão extraterrestre, impressa em risografia em Riso Fluorescent Orange sobre papel Favini Burano Grigio de 90g. Apenas disponíveis 75 exemplares. No Sábado (dia 14 de Novembro) pelas 17h00, Olivier Schrauwen estará presente na nossa galeria para a inauguração da exposição, conversa e autógrafos. A edição é Mmmnnnrrrg e Mundo Fantasma.
Categoria: Edição
Cinzas
Cinzas de Olivier Schrauwen conta a história verídica do seu rapto por extraterrestres em Berlim, cidade onde habita há algum tempo.
Sendo autor de banda desenhada, O. Schrauwen não encontrou outra forma de relatar a experiência do que através de uma BD de edição tosca e desajeitada, mas pungente na honestidade dos detalhes, descritos da melhor forma que os conseguiu recordar. Esta edição da Mmmnnnrrrg e Mundo Fantasma, também ela tosca e desajeitada, tenta traduzir essa experiência de uma forma palpável.
Impresso em risografia com uma tiragem de escassos 300 exemplares em quatro versões. De cada versão — em Riso Blue, Riso Teal, Riso Burgundy e o extraterrestre Riso Fluorescent Orange sobre papel Favini Burano Grigio de 90g —, existem apenas 75 cópias.
Sama: A Entrevista
Brevemente, uma nova edição Mundo Fantasma: “A Entrevista” do autor brasileiro Sama. Dado à estampa em risografia a duas cores, em papel Favini de 120g.




Produção gráfica #3

Quando o livro é impresso a cores ou cinzentos, a balonagem — habitualmente a preto —, necessita de ser tratada separadamente. Os desenhos deverão ter uma resolução que pode ser por exemplo de 300dpi e o texto uma resolução mínima de 1200dpi (ver Produção gráfica #2), adivinha-se facilmente dois ficheiros separados. Esses ficheiros são depois compostos em conjunto num programa de paginação como o Adobe InDesign ou o Quark Xpress. De um modo mais desactualizado, poderiam ser compostos já ao nível do fotolito na gráfica (ou seja enviados separadamente, para o montador da gráfica fazer esse trabalho de forma tradicional).

Este processo deve começar no próprio autor, apesar de ser possível ao editor resolver o problema, com mais ou menos trabalho. Se for um autor 100% digital, pode ter os desenhos a 300dpi e efectuar a balonagem directamente num dos referidos programas de paginação, com uma fonte adequada (e não, não é a Comic Sans). Neste caso, os caracteres são vectoriais e como tal ficam independentes da resolução, sendo impressos com a qualidade (a boa qualidade, espera-se) determinada pela máquina de saída. Nunca balonar no Photoshop ou equivalente e mesmo nunca no ficheiro dos desenhos.
Se for um autor que desenha e balona em papel, uma especialidade e uma arte cada vez mais rara, deve balonar numa folha separada. Em ambos os casos, além de ficar o melhor trabalho possível em termos de obra impressa, também é o correcto para quem um dia seja editado noutro idioma. O editor estrangeiro apenas tem de acrescentar a sua “camada” de texto, estando tudo o resto preparado para a receber com o máximo de qualidade.

Claro que os livros de Daniel Clowes e Charles Burns das imagens, banda desenhada a cores lisas e contorno a preto bem definido, colocam os seus próprios problemas que tentarei explicar num próximo artigo.
Comic Sans Criminal
What’s so wrong with Comic Sans? (BBC)