Categoria: Mundo Fantasma

Livraria Online

Livraria Mundo Fantasma Online

Na nossa livraria online temos de momento mais de 20.000 títulos, dos quais muitos já estão esgotados. Entretanto, interrompemos a inclusão de novos títulos em Agosto passado e pouco depois o Mac que era utilizado para essa tarefa avariou o que tornou evidente a antiguidade da nossa informática (10-12 anos o hardware e mais o software).
Tornando curta uma história que é mais complexa, adquirindo apenas um Mac novo com o respectivo software não é possível porque já nada comunica entre si, portanto a solução é renovar todos os Macs e software de uma vez só, o que ainda não foi possível.
Entretanto, como também temos milhares de comics na livraria que já esgotaram online, começamos aos poucos (porque o trabalho tem sido imenso, com encomendas a chegar cada vez maiores) a passar esses exemplares para a livraria online. E é esse trabalho que está agora a ser feito, para que possam continuar a encontrar títulos que em boa verdade não estão disponíveis há muito tempo.
E é este o estado das coisas neste momento.

Carbono Zero

Falou-se muito da conferência COP26, onde líderes que viajaram em centenas de jactos privados discutem e tomam decisões por milhões de pessoas, a maior parte das quais nem viaja. Discutiu-se muito, para mais uma vez adiar algumas décadas e para as gerações futuras a resolução dos principais problemas. No consumo descontrolado propulsionado por modas efémeras e obsolências planeadas, não se tocou. esta última deve ser a maior evidência que não existe qualquer preocupação com o ambiente. Já toda a gente deitou fora equipamentos praticamente novos porque “avariou a placa electrónica” que custa mais que uma nova máquina completa.

À nossa micro-escala também estamos inseridos neste mundo e também nós causamos algum impacto no planeta (basta estar vivo). A nossa livraria tem como principal actividade a importação por via aérea de livros dos EUA, em 31 anos são muitas viagens de avião.

Também há décadas que nos preocupamos com o ambiente, mas nunca fizemos grande alarido. Aliás, a publicidade e o marketing verde tornaram-se inversamente proporcionais a qualquer preocupação real, mais ainda a qualquer acção concreta — o green washing está agora por todo o lado.

No Brasília, sugerimos a instalação de painéis solares fotovoltaicos nos terraços o que foi aceite e implementado na parte nova e está em instalação nas fases mais antigas. Depois disso, sugerimos a instalação de mais painéis para produzir energia para as lojas, o que está em estudo. E durante toda a vida da livraria, temos implementado pequenas medidas, desde utilização de papel reciclado, reutilização das caixas para envios postais (nunca compramos caixas, nem durante a pior fase Covid-19), eliminação do desperdício ao máximo, separação de lixo e muitas outras.

Mas o que fizemos de mais significativo foi a aquisição de cinco hectares de terra em Cinfães, metade agrícola e a outra metade florestal de exploração condicionada. Plantamos cerca de 1.000 árvores, que com mais outras tantas que já lá estavam, efectuam o offset de carbono das nossas actividades, tornando-nos não carbono zero ou neutral, mas efectivamente carbono negativo, absorvemos mais do que o que emitimos. E isso é apenas uma parte, pois pela conservação, contribuímos para a vida selvagem e biodiversidade.

Cinfães
Por volta de 2002 ou 2003.
Cinfães
Actualmente.
Frade, Macrolepiota procera e Crocus serotinus.

Visto no Google Maps a nossa parcela de terreno é agora um bosque fechado. A principal preocupação é que não arda, o que deitaria por terra muito do esforço. Todos os anos se limpa (cortar matos) e se faz alguma gestão. Para já tem resultado e apesar de não ser com muito alarido, agora já sabem. E se não fosse mesmo no fim, teria conseguido não utilizar a palavra “sustentabilidade”, que também anda por aí muito gasta. Obrigado por serem nossos amigos e clientes.

As Reservas e Assinaturas

Reservas e assinaturas
Novidades acabadas de conferir.

Uma consequência não prevista da pandemia foi a escassez de algumas matérias primas e o caos nos transportes. A resposta a ambas na sociedade em que vivemos, é um aumento de preços ao que agora se juntam os combustíveis e sabe-se lá que mais. Um contentor da China para os EUA custava $2.500USD em 2019, hoje custa $25.000USD (ou se calhar $32.000, American Shipper). Acabou-se o fabrico barato na China, não pela mão de obra, mas pelo custo de transporte.
Os comics continuam a ser impressos na América do Norte, mas os livros brochados e cartonados são impressos maioritariamente na China. Temos sentido dificuldade em conseguir vários títulos para a livraria, designadamente de mangá. Da BCW estamos há meses e meses à espera de backing boards e sacos e enquanto esperamos, vemos os preços a subir em flecha. O papel encareceu cerca de 50%, a Image anunciou o fim das segundas edições e a maior parte das editoras tem agora várias semanas ou meses de atraso na publicação planeada.
Assim sendo, incentivamos os nossos amigos e clientes a olhar com redobrada atenção para o catálogo Previews para efectuarem as suas encomendas atempadamente e assim assegurarem uma cópia, porque nos próximos tempos, quando acabar, acabou. Também há a possibilidade de colocar em assinatura os títulos periódicos, de forma a não faltar nenhum. Se na livraria estiver aquele livro imperdível, comprem agora ou chorem depois. Estamos o mais possível a tentar rechear-nos de bons livros, a encomenda deste mês foi enorme, mas nota-se que tudo voa rapidamente e voltamos ao mesmo. Falem com o Vasco ou o Marco, façam as vossas reservas e assinaturas, não se irão arrepender.

Tudo ao monte

Charlie Brown
© Peanuts Worldwide LLC.

Começou hoje o plebiscito que conduzirá Marcelo Rebelo de Sousa a ficar onde está, com tudo ao monte em filas intermináveis e em assembleias de voto que mais parecem terem sido improvisadas de um dia para o outro. Não vendemos cigarros, nem “jogos sociais”, esses bens de primeira necessidade, por isso temos a livraria encerrada, a nossa patriótica contribuição para a diminuição do número de “casos”.
Mesmo assim, online estamos com mais de 15.000 títulos, também já temos a encomenda de Janeiro disponível e podemos levar as encomendas à porta ou enviar por MRW.

Actualização

Afinal durou pouco e foi determinado que atender os (poucos) clientes à porta é perigoso. Infelizmente temos de apelar aos nossos amigos e clientes para receberem as suas encomendas em casa e talvez a darem uma olhada na livraria online.

Marcelo Rebelo de Sousa
O senhor Presidente da República, esta semana à porta de um hospital a explicar aos senhores jornalistas que a culpa é dos portugueses. A fazer esta figura e com o distanciamento físico ilustrado, a responsabilidade não explicou de quem seja. Não há perigo.
Transportes públicos
“Utilizando a máscara, cumprindo as regras de higiene respiratória, não há nenhum fator acrescido de transmissão da covid-19 nos transportes coletivos. Não há nenhum risco acrescido quando comparado com o estarmos aqui, por exemplo”, disse Matos Fernandes aos jornalistas. Não há perigo.
Festa do Avante
A Ministra da Saúde, Marta Temido, defendeu hoje que a lotação da Festa do Avante!, organizada pelo Partido Comunista Português (PCP), terá este ano que ser inferior à capacidade máxima de 100 mil pessoas do recinto. Não há perigo.
Presidenciais
Eduardo Cabrita afirmou que faz um balanço positivo da forma como decorreu esta votação antecipada para as eleições presidenciais de 24 de Janeiro. Não há perigo.
Livraria
É perigoso, aqui o vírus ataca.

E muitos outros exemplos existem. Desde filas à porta dos centros de saúde aos aeroportos, festas nocturnas, casamentos de seis dias, juventude à porta das escolas, passando pela campanha eleitoral e jantaradas… Uma visita a um estabelecimento do pequeno comércio, um parque infantil ao ar livre ou um passeio na praia, é que constitui o verdadeiro risco e a tal culpa que Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa atribuem aos portugueses, depois de andarem quase um ano de medida casuística em medida casuística, sem cuidar sequer que o Inverno vinha aí, como na série televisiva. Exigir a ruína devia ser feito com parcimónia e por quem assume as suas responsabilidades.